- Jenny Guimarãres -
. Ainda que quase menina .
- Jenny Guimarãres -
. Que seja bom pra mim .
- Jenny Guimarães -
. O meu nome? .
. Irritantemente Perfeita .
Eu estava ali o tempo todo pro que desse e viesse, e pro contrário também. Mas ele nunca me quis, nunca falou ou demonstrou nada. Até que a conheceu, tão linda, tão meiga, suave, tão delicada, doce e com qualidades indiscutíveis. Era simples e irritantemente perfeita. Ele dizia ter encontrado a tal da “mulher da sua vida”.
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Ele esteve ali o tempo todo, sempre com seu abraço e seu olhar que não me intimidava. Era tanto entusiasmo, tanta paixão que eu não quis estragar o que ele dizia estar sentindo. Ele demonstrava estar sendo realmente feliz e isso, por mais que me incomodasse, era o que importava.
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E de tanto eu estar ali e ele também, não sei bem o que passou em sua cabeça ontem. Pela primeira vez eu pude conhecer quem ele é de fato. E depois dele ter me falado o que eu sempre quis ouvir, eu hesitei. Eu desperdicei por alguns segundos uma oportunidade, sem que eu quisesse saiu um não da minha boca e logo depois eu me arrependi. Eu não conseguia pensar em mais nada. Agora, nesse exato momento, meus dedos não conseguem acompanhar a rapidez com que raciocino, o que é uma pena, tantas frases e pensamentos como esses sendo desperdiçados. E eu odeio desperdícios. Durante tanto tempo eu esperei por esse dia, e ele nunca chegava, quando chegou, depois de tudo, eu ainda não consigo entender o que foi que aconteceu com a gente, e eu não posso negar que foi a coisa que me deixou mais feliz nesses últimos anos.
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Mas hoje você foi embora, encontrar com ela. A tal garota dos seus sonhos. Aquela que você vai apresentar pros seus pais e levar pra sair junto com os seus amigos, sem nenhuma vergonha. Com quem você irá se casar e ter filhos e vão ficar velhinho juntos. Com quem você vai andar de mãos dadas sem medo do que vão pensar. Aquela com quem você vai se preocupar todos os dias e pensar antes mesmo de pensar
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Enquanto isso, eu fico aqui, pensando em você, em nós, em ontem e na minha estupidez, e em quanto eu odeio meninas meigas e doces. Andam dizendo por aí que eu sou muito ácida e sarcástica, que meus textos são pesados e que eu não meço minhas palavras, e isso tudo é verdade mesmo, eu não sou delicada e muito menos perfeita, mas eu não sou tão má quanto dizem, e nesse exato instante eu ajo como uma doce menina rejeitada, que sofre e chora por qualquer coisa, que se sente sozinha quando você viaja pra longe e que faria de tudo pra te ter por perto, inclusive ser delicada, mas você me esconde mesmo assim, me quer em segredo, não atende aos meus telefonemas e diz que ta sem tempo pra me encontrar. Ainda não decidi se realmente me arrependo do que fizemos ou não. Mas a alternativa é única e eu escolho amar você do mesmo jeito, como ontem, como hoje e como sempre.
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- Jenny Guimarães -
. Clichê .
Viver envolve uma série de coisas que eu até entendo, mas não consigo explicar. Neste momento, lembranças suaves e ao mesmo tempo nostálgicas de coisas que passaram entre a gente, não me deixam te esquecer. Essas lembranças, acompanhadas da vontade que nunca passa de te ver de novo, se resumem em saudade. É uma dor que dói, não machuca, mas corrói por dentro. É bem mais complicado do que eu imaginei, e pra falar a verdade eu nem sei se ainda te amo, nem sei se posso chamar de amor o que eu sentia por você, mas eu penso em você mesmo assim, só pra ter em quem pensar. Escrevo sobre você só pra não ter que escrever sobre a lua, estrelas ou televisão.
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Eu não me incomodo com o fato de eu ser um clichê, dane-se se sou repetitiva e escrevo sempre sobre a mesma coisa, mas não tem como escrever coisas novas sobre um assunto milenar. O próprio amor é um clichê que não acaba nunca, mesmo assim, muitos ainda insistem em escrever sobre ele. Se minha forma de pensar e de analisar as coisas que estão ao meu redor te irrita, desculpa, mas é porque eu ainda não aprendi a medir a intensidade com que vivo. É, acho que já usei essa frase em outros textos, e assim como sou exagerada e não sei controlar o uso de hipérbole, também não sei parar de anaforá-los.
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Pior que nem assim você entende o que eu quero dizer. Faz questão de ler meus textos dizendo que quer me conhecer melhor, mas acontece justamente o contrário, cada vez mais você me conhece menos. Eu não sou decifrável muito menos posso caber em poucas linhas que usam algumas palavras. Nem se eu soubesse todas as palavras do mundo você saberia quem eu sou de verdade.
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Ninguém nunca me conheçeu de fato. Eu sempre estive com os dois pés atrás com quem quer que fosse. Eu prefiro sim, ficar sozinha, não ser tão alegre nem tão triste, ser apenas eu mesma e minha vida de ilusão. eu ainda quero conhecer e viver o tal do amor verdadeiro, mas deixa eu viver meus sonhos e minha fantasia primeiro. E vê se para de falar que eu falo demais e não digo nada, porque eu apenas lamento se a sua capacidade de entender meus textos é limitada. Se não entende minhas palavras entenderá muito menos minhas atitudes.
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- Jenny Guimarães -

